Well folks... It's done!!!

Just gave a step forward on this running madness thing and registered myself in the Oporto Marathon which will take place November 8, 2009.
It will be my debut in the distance and I must confess I'm feeling a little bit nervous and anxious about it as training hasn't been that much in the last weeks.

Still ahead of me two months of hard training which hopefully will be enough to accomplish my goal of a sub 3 hrs finishing time (I know it sounds crazy for a first time in the distance and I'm probably overestimating my shape and pushing myself too much). Maybe I'll set a more realistic goal in mid October upon running this half-marathon which is part of my training program.

We'll see how it goes for me!!! I will be updating.
Nós - os corredores e desportistas em geral (penso ter direito a ambos os títulos depois de tantos quilómetros já palmilhados) - somos muitas vezes tidos como seres egoístas pelos demais (cujo único exercício físico diário será talvez o consequente de escovar os dentes ou fazer zapping, confortavelmente enterrados no sofá de suas casas).

Penso falar em nome de grande parte dos corredores e restantes desportistas, quando digo que as nossas próprias famílias, cujos elementos são maioritariamente não-praticantes desportivos (se não mesmo todos, na maior parte dos casos), tem dificuldade em entender esta nossa necessidade quotidiana. Ainda que esteja exaustivamente explicada, e até cientificamente comprovada, esta verdadeira dependência causada pela libertação natural de endorfinas durante a prática desportiva, só quem experimenta a satisfação física e psíquica adveniente do exercício físico continuado é que compreenderá perfeitamente o porquê deste nosso salutar vício.

Por outro lado, a maior parte de nós, tratando-se de corredores/desportistas amadores, tem diariamente outras obrigações, de carácter profissional e familiar, com toda a certeza mais importantes, (não querendo entrar em polémicas, fica ao critério de cada um hierarquizar e estabelecer prioridades nas suas próprias vidas), que absorvem grande parte da disponibilidade, não restando, por vezes, muito tempo para aquilo que alguém designou como a mais importante das coisas secundárias da vida - o desporto.

No meu caso pessoal, estando, de algum tempo a esta parte, envolvido com uma equipa de triatlo amador e sendo confessamente um gajo com uma tendência inata para cair em extremismos (aqui faço mea culpa), tenho tido ultimamente alguma dificuldade em balancear todas as componentes importantes da existência e descurado inadvertidamente o tempo familiar em prol do treino. Para cúmulo, a minha filhota de dois anos está naquela fase engraçadíssima própria desta idade, e sinto que, se não lhe dedico tempo agora, perco irremediavelmente capítulos irrepetíveis do filme da sua vida.

Se permaneço em casa, confortavelmente instalado no sofá brincando com a pequenota, fico de tal forma ansioso e irritadiço por não ter saído para treinar (tal como aconteceu, por exemplo, ontem), que depois ninguém me atura; se, pelo contrário, vou treinar, sinto, nas minhas mulher e filha, aquele olhar acusador de abandono (ou talvez seja apenas o meu próprio sentimento de culpa a dar o alerta).

Assim que, por estes dias, sinto-me bastante dividido já que, perdoem-me o cliché, estes só têm 24 hrs. Já pensei em pôr em prática a técnica adoptada pelo Dean Karnazes de , roubando tempo ao sono, correr de madrugada. O problema é que nem consigo acordar, nem fisiologicamente obtenho o mesmo rendimento de manhã (isto sei-o por experiência própria).
Certo é que vou inserir mais dias semanais de descanso no meu plano de treino, dedicando esse tempo à família (mato assim dois coelhos de uma só cajadada já que o descanso é componente fundamental de qualquer plano de treino e, quando não contemplado, incorre-se no risco de cair em overtraining).

Fazendo tenção de competir em provas de triatlo já na próxima época (uma modalidade especialmente absorvente em termos de treino), poderia também adoptar o estratagema utilizado por alguns dos meus colegas de equipa que aproveitam o intervalo para almoço para treinar indo, por exemplo, à piscina. No meu caso pessoal, porém, penso ser pouco exequível.

Perdoem-me os desabafos públicos mas sentia esta necessidade, como processo catártico, de condensar pela escrita este turbilhão de sentimentos e ideias que me têm assaltado o espírito ultimamente e que serão porventura comungados por mais gente.

Sabendo de antemão que os dias não esticam e que, matematicamente e na melhor das hipóteses, só dispomos de cerca de um terço do dia para fazer aquilo que realmente gostamos (os outros dois são gastos a dormir e a trabalhar), todas as sugestões para uma gestão equilibrada do tempo são bem-vindas . Pelo menos até que a sorte decida bafejar-me com um primeiro prémio no Euromilhões!!! Aí passaria a dispor, a meu bel-prazer, de dois terços do dia!!! Para que isso aconteça será mais fácil prescindires do sono - pensarão imediatamente vocês.
Andava eu a deambular aqui pela etérea blogosfera, esquivando-me aos olhares inquisitivos do chefe e sentindo-me qual colegial que faz uma malandrice (desculpem os visados mas não resisti ao plágio; bem, acho que depois da hiperligação deixou se ser plágio), desesperadamente em busca de inspiração e assunto para nova entrada, quando, para meu grande assombro, deparo com este artigo aqui.

Já tinha lido algures sobre um radical ultra maratonista Norte-Americano, de seu nome Anton Krupicka - corredor de ultra-distâncias trail com uma filosofia muito peculiar e defensor do minimalismo aplicado à corrida (se é que assim podemos chamar) - mas nunca me tinha dado ao trabalho de aprofundar o tema.

Agora confesso que, instigado pela curiosidade natural que move o Homem, gostaria de experimentar estes inusitados Vibram Fivefingers:

Na Imagem: Vibram FiveFingers Flow (retirada de Daily Mish Mash)

Já alguém teve contacto (físico) com um par destes ténis da era espacial?
Já alguém experimentou barefoot running?

Partilhem connosco a vossa experiência.

Estreia hoje, nos EUA, o tão aguardado novo filme de Quentin Tarantino que conta com um irreconhecível (e hilariante!) Brad Pitt à cabeça de um fabuloso elenco de actores.

Esta é uma das películas de 2009 certamente a não perder,quanto mais não seja pelo estilo visual peculiar que Tarantino imprime às suas obras.

Em Portugal teremos de esperar até dia 27 deste mês quando estreará nas salas de cinema lusas.


Até lá, fica aqui um trailer para aguçar o apetite:




(*) a grafia é mesmo esta por opção do próprio Tarantino. O título, em Portugal, será Sacanas Sem Lei.

Depois da (até prova em contrário) jovem Caster Semenya ter ganho ontem categoricamente a final feminina dos 800 mtrs, estoirou a polémica em torno de comprovar o sexo da atleta . Devido às características físicas pouco femininas da sul-africana de 18 anos e principalmente à sua ascensão meteórica na prova (a até há pouco tempo desconhecida Caster registou na final de Berlim a melhor marca mundial de 2009, ao concluir a prova em 1.55,45 minutos, muito próxima de bater o recorde mundial!!!) levou a IAAF a ordenar um teste para determinar o género sexual da atleta.

As dúvidas em relação ao sexo de atletas participantes em grandes competições internacionais não são propriamente novidade.
Ironicamente, neste mesmo estádio onde decorrem agora os Mundiais de Atletismo, durante os famosos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936 (aqueles em que Jesse Owens humilhou a infernal máquina propagandística Nazi ganhando quatro medalhas de ouro), muito antes de existirem testes para verificação de género, instituídos a partir de 1966, Dora Ratjen competiu no concurso feminino do salto em altura vindo mais tarde a saber-se que era de facto um homem, obrigado pelos Nazis a dissimular o seu sexo.

São também tristemente célebres os casos de doping na RDA (Alemanha de Leste); a título de exemplo, recordo o de Heidi Krieger, lançadora do peso da década de 80, que, devido ao uso continuado de esteróides, viria a contrair irreversíveis características masculinas (voz mais grave, pêlos faciais, feições mais masculinas), não tendo outra opção senão mudar cirurgicamente de sexo (e de nome para Andreas) , já em finais dos anos 9o.

No caso actual de Semenya, quer tratando-se de mera androginia, quer de mais complexo hermafroditismo (como já veiculam alguns órgãos de comunicação social), a confusão está instalada e promete fazer correr "rios de tinta" nas próximas semanas.

A pouca (ou nenhuma!!!) simpatia da atleta não abonará também a seu favor, pelo menos no que à opinião pública diz respeito. Mas isso são contas de outro rosário.


Aproveitando esta semana de férias, trouxe comigo o que a minha mulher apelida de "amante" (a minha bicicleta de montanha) com o intuito de explorar as magníficas montanhas circundantes.

Assim, esta terça-feira, depois de devidamente equipado e após um substancial pequeno-almoço, fiz-me à estrada começando logo por enfrentar a mais dura subida do dia; em pouco mais de cinco quilómetros, o caminho florestal do Pisão sobe cerca de 700 metros em altitude (dos 300 para os 1000) com a agravante do piso estar em muito mau estado devido às chuvas que, ajudadas pelo acentuado declive, gravam sulcos profundos todos os Invernos. De uma paisagem bastante arborizada nos primeiros quilómetros passamos ao inverso logo a partir do terceiro quilómetro de subida quando se vislumbra do outro lado do vale a aldeia de Arada.

Depois desta subida, chega-se a uma zona de planalto onde imperam quixotescos moinhos de vento (modernamente chamados de aerogeradores) que rasgam a outrora prístina paisagem. Um mal necessário - penso eu - enquanto gotículas de suor me escorrem rosto abaixo perante a hercúlea tarefa de enfrentar tão íngreme geografia debaixo do calor tórrido de pleno Agosto.

Um dos muitos parques eólicos que povoam a serra

Ao chegar à aldeia da Coelheira, enquanto sou presenteado pela água límpida e pura de uma abundante fonte, acercam-se de mim, latindo, dois "canitos" logo seguidos do respectivo dono. "Está quieto, Bolinha!!! Diacho do cão!!! Ei, vai-te embora!!!"
"Óh senhor - inquiro eu - como é que se vai daqui para Drave?"
"Você vem justamente dessa direcção. Drave fica para trás. Você deveria ter cortado na estrada de alcatrão à direita. Mas olhe que Drave não tem nada. A aldeia está desabitada e o acesso é difícil, por uma estrada muito íngreme de terra batida" - responde-me ele, desencorajando-me a empreender a jornada.
"Bom dia, amigo, e obrigado." - despeço-me eu, tendo já reposto o bidão com água fresca.

Sigo assim na direcção oposta, passando pela Fraguinha, agora com nova gerência, em direcção a Póvoa das Leiras e depois a Candal.

Edifício principal da Fraguinha

De Candal, após inquirir novamente um dos locais, sigo por um descendente estradão de montanha em direcção a Covelo de Paivô. Esta é mais uma bem preservada aldeia aninhada no fundo de um vale, transpirando serenidade e ruralidade; não fora o ruído ocasional de um ou outro carro de matrícula estrangeira (dos muitos imigrantes que gozam merecidas férias em terras lusas) e pensaríamos estar parados no tempo, algures em meados do século XIX.

Neste ponto, como as pernas começavam já a sentir os efeitos do acumulado ascendente e o tempo corria veloz, optei por seguir pela estrada de alcatrão em direcção ao São Macário subindo, ironicamente, pelo Portal do Inferno. Pelo caminho, oportunidade ainda para vislumbrar uma mão-cheia de outras aldeias esquecidas no fundo de profundos vales ou equilibradas em encostas rochosas, fazendo-me esquecer, ainda que por instantes, as agruras da tortuosa subida.


O Portal do Inferno

Regresso ao parque de campismo algo cansado mas com a retina preenchida por uma miríade de imagens fabulosas de lugares onde o tempo parece ter estagnado para dar lugar ao espectáculo dramático da adaptação humana às condições adversas que a natureza impõe. Nunca, como aqui, foi tão nítido (pelo menos para mim) que o Homem precisa de muito pouco para viver feliz. Dependendo da pastorícia (muitas são as cabras e vacas que pulam e calcorreiam estas serranias em busca de alimento) e de uma agricultura de subsistência essencialmente cerealífera, os habitantes destas tão próximas mas, ao mesmo tempo, remotas paragens, levam uma vida simples desde tempos imemoriais, como disso são prova algumas construções castrejas espalhadas pela serra.

Outro fenómeno assaltou-me também a mente; o do regresso a estas aldeias de alguns dos seus habitantes que, até há bem pouco tempo, viveram na capital. Recordo aqui o caso célebre de um casal relativamente jovem que, não conseguindo suportar o bulício de Lisboa, regressou à calma tumular da aldeia da Pena (esta história verídica deu origem a um documentário que a SIC exibiu com o nome de, salvo erro, "A Menina da Pena").



Voltarei a estas montanhas para me perder (e assim me encontrar!!!) porque por elas, irremediavelmente, me apaixonei!!!
Esta semana, munidos de "armas" e bagagens, rumámos a norte para acampar no bem preservado Bioparque situado na freguesia de Carvalhais.

Já não é a primeira vez que fico boquiaberto com a qualidade das infraestruturas culturais e desportivas espalhadas pelo interior deste nosso Portugal que lutam ingloriamente contra a desertificação e o esquecimento.
Assim acontece com o complexo onde se insere este Bioparque; integrado num denso bosque de cedros e pinheiros, possui um bem cuidado (e barato!!!) camping, duas piscinas rodeadas por ampla área relvada que fazem, nestes felizmente dias quentes, as delícias de miúdos e graúdos, campos de jogos (volley, basket, futebol), imensos trilhos para pedestrianismo e BTT, e, acima de tudo, uma beleza paisagística ímpar a fazer lembrar o bem mais popular Gerês .

Ontem, ao final da tarde, foi dia de montar acampamento com a capaz supervisão da Maria e a entusiasmada "ajuda" da pequena Isabela.

Depois de tudo disposto e organizado, era já demasiado tarde para preparar jantar pelo que ficou rápida e unanimemente decidido ir a um qualquer restaurante nas proximidades. Aconselhados na recepção do parque por um dos simpáticos funcionários, descemos à povoação e jantámos no Restaurante Santiago um bem confeccionado bacalhau com broa e depois regressámos ao parque para descansar.